Comer proteína faz Mal? Será que engorda?

Várias pessoas acham que comer proteína em grandes quantidades faz mal a saúde e com o excesso ainda vira gordura corporal.

Isto mostra dúvidas nas pessoas que fazem musculação, já que o consumo adequado de proteína é essencial para aumentar na hora dos exercícios físicos.

Entretanto, as proteína são, a maioria das vezes, exagerados pela mídia mainstream e também exagerados por profissionais desatualizados.

Enfim, porque temos que ingerir proteína?

Proteínas são células vivas do nosso corpo, que precisam delas para funcionar e se reparar corretamente, isto inclui as células que estão dentro de nossos músculos.

O consumo de proteína é essencial para quem pratica musculação, fisiculturismo, etc. Você tem que consumir, sem ela a reconstrução e crescimento muscular não ocorre corretamente, independente de quão dedicado você seja nos treinos.

Com essas informação, as autoridades e órgãos de saúde sugerem que nós humanos precisamos de no máximo 56 gramas de proteína por dia. Enquanto isto é o mínimo necessário para evitar carência deste nutriente, mais essa quantidade é muito inferior para quem pratica qualquer tipo de esporte, principalmente a pratica de musculação e fisiculturismo.

Pessoas que treinam pesado precisam de mais proteína e quando as pessoas começaram a perceber isso, por isso que essa polêmica surgiu.

O Consumo alto de proteína se tornou a X de todo o mal, mesmo que nada maléfico sobre ela nunca tenha sido comprovado cientificamente. Veja o que vou falar logo abaixo.

Consumo de proteína = problemas nos rins

Os rins são órgãos que filtram líquidos e substâncias desnecessárias no sangue, produzindo urina.

Existe uma crença que os rins precisam trabalhar demais para limpar os metabólitos gerados pela ingestão de proteína, causando estresse excessivo no órgão.

Bem, o que a maioria das pessoas não sabem é que os rins estão sempre sob estresse. É para isso que eles existem.

Cerca de 20% do sangue bombeado pelo coração vai para os rins, fazendo com que eles filtrem cerca de 180 litros de sangue, todos os dias.

Aumentar o consumo de proteína com certeza vai sobrecarrega-lo, mas do que pelo trabalho que eles já realizam, isto não vai fazer muita diferença.

Teve estudos que analisaram os efeitos de dietas com o consumo alto de proteína, na organização da saúde descobriram que não há mudança nas funções renais em pessoas saudáveis.

Cientistas da Bélgica examinaram a dieta de atletas jovens, para ver se o alto consumo de proteína gerou algum impacto negativo na função renal.

Esse grupo dos envolvidos consistia apenas de fisiculturistas, que consumiam cerca de 1.9 até 2.8 gramas de proteína por kg de peso corporal.

* Os cientistas da Bélgica relataram que o alto consumo de proteína, com as amostras de sangue e urina dos fisiculturistas mostraram que a função renal estava normal.

Contudo, existem cálculos que nossos ancestrais da pré-história podiam consumir cerca de 230 gramas de proteína por dia se não houvesse variedades nos seus alimentos.

Para alguém que está pesando 80kg, isto seria em torno de 2.9 gramas por kg de peso corporal, o número chega ser maior que a recomendação básica para qualquer pessoa que queira ganhar massa muscular, que é de 2g/kg.

A proteína faz parte da dieta humana há milhares de anos e ainda não existe cientificamente uma boa razão para acreditar que o seu consumo pode ser prejudicial a saúde.

As únicas pessoas que precisam se preocupar com o consumo alto de proteína são aquelas que já possuem doenças nos rins, que é um caso a parte.

Proteína e fígado

Outra hipótese muito comum a respeito do consumo de proteína é que isto também pode causar estresse e danos ao fígado.

Sinceramente não existe evidências que mostrem que dietas ricas em proteína façam mal ao fígado e ponto.

*Entretanto, pessoas com certas doenças no fígado são instruídas a ingerirem mais proteínas porque isto acelera a reparação do órgão.

Proteína em excesso e acúmulo de gordura

Outra hipótese a respeito do consumo alto de proteínas é que o excesso exagerado faz com que o corpo não usa, é provalvemente transformado em gordura.

Tem um estudo realizado pela empresa Pennington Biomedical Research,  ela examinou justamente qual seria o efeito do consumo de proteína na composição corporal do corpo.

Essas pessoas desse estudo foram divididos em grupos onde todos realizaram dietas hipercalóricas, mas cada um deles consumiu quantidades diferentes de proteína.

  • O primeiro grupo consumiu 0,6 gramas de proteína por quilo de peso corporal;
  • O Segundo grupo consumiu 1,79 gramas de proteína por quilo de peso corporal;
  • O terceiro grupo consumiu 3 (TRÊS!) gramas de proteína por quilo de peso corporal.

Resultado?

Não houve diferença no ganho de gordura entre os três grupos, nem mesmo no grupo que consumiu 3 gramas de proteína por kg de peso corporal.

Vale ressaltar que muitas pessoas pensam que vão acumular gordura comendo proteína exagerado e sequer chegam perto de ingerir 2 gramas por kg.

Entretanto, os responsáveis desse estudo sugere que o ganho de gordura não ocorre, porque o consumo de proteína pelo nosso organismo não é algo tão simples.

O corpo acaba queimando calorias para conseguir processar a proteína, com a perda de aminoácidos e ainda administrá-la em todos os lugares do corpo onde ela é necessária.

As pessoas sequer conseguem consumir a quantidade necessária de proteína para ganhar massa muscular, imagine consumir em excesso para ganhar gordura (ou seja, algo que não vai acontecer de qualquer forma).

*Agora nós já sabemos que uma dieta com bastante proteínas pode não gerar acúmulo de gordura, e o excesso em uma única refeição?!

As pessoas pensam que o consumo de proteína em excesso em uma única refeição poderá gerar apenas dois resultados, são eles?

  • O corpo não vai conseguir ingerir toda a proteína eliminando o excesso;
  • Vai simplesmente transformar em gordura.

Neste caso, o corpo é mais esperto do que isso. Quando consumimos grandes quantidades de alguma coisa ( ou seja, proteína ou qualquer outra coisa), o organismo percebe imediatamente e simplesmente reduz a velocidade da digestão.

Isto faz com que o tempo que os nutrientes estarão disponíveis para serem absorvidos, aumente. Gerando um fluxo lento e constante de aminoácidos (ou seja, no consumo de proteína).

* Importante! A saúde é uma prioridade para você, considerando que hábitos como fumar, consumir bebidas alcoólicas exageradamente, ingerir açúcar, usar anti-inflamatórios indiscriminadamente e não beber água o suficiente, comprovadamente fazem mal ao fígado e rim.

O engraçado é que as pessoas chegam ao ponto de defender esses hábitos nocivos e, por algum motivo muito estranho, querem encontrar razões para não consumir proteína, algo que realmente pode trazer benefícios.

Muito complicado.

No final de um dia cansativo, as pessoas saudáveis não tem porque evitar dietas ricas em proteínas. Já as pessoas com algum problema de saúde preexistente deverão consultar um médico antes de consumir e depois aumentar o consumo deste macronutriente.

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Eu espero que tenha achado isto útil. Perguntas bem-vindas nos comentários.

Obrigado pela leitura.

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